"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."

Fernando António Nogueira Pessoa
(Lisboa, 13 de Junho de 1888 - 30 de Novembro de 1935)

25.12.08

MAR PORTUGUEZ


O INFANTE


Deus quere, o homem sonha, a obra nasce.

Deus quis que a terra fosse toda uma,

Que o mar unisse, já não separasse.

Sagroute, e foste desvendando a espuma,


E a orla branca foi de ilha em continente,

Clareou, correndo, até ao fim do mundo,

E viu-se a terra inteira, de repente,

Surgir, redonda, do azul profundo.


Quem te sagrou criou-te português.

Do mar e nós em ti nos deu sinal.

Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.

Senhor, falta cumprir-se Portugal!

1 comentário:

  1. Um poema lindíssimo, divinalmente musicado e interpretado pela "nossa" Dulce Pontes!! Muito bom!

    ResponderEliminar