"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."

Fernando António Nogueira Pessoa
(Lisboa, 13 de Junho de 1888 - 30 de Novembro de 1935)
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4.6.09

Circuito Europeu - Paris - Maio 2009 - Day 1

Foto: L'horloge @ Musée d' Orsay
(Paris, 2009) Miguel Miranda

Circuito Europeu - Paris - Maio 2009 - Day 1

Foto: La chambre de Van Gogh à Arles
Vincent van Gogh en 1889 @ Musée d' Orsay
(Paris, 2009) Miguel Miranda

Circuito Europeu - Paris - Maio 2009 - Day 1

Foto: Joy @ Musée d' Orsay
(Paris, 2009) Miguel Miranda

3.6.09

Circuito Europeu - Paris - Maio 2009 - Day 1

Foto: Cour Napoléon et Pyramide @ Musée du Louvre
(Paris, 2009) Miguel Miranda

Circuito Europeu - Paris - Maio 2009 - Day 1


Foto: Pyramide @ Musée du Louvre
(Paris, 2009) Miguel Miranda

Circuito Europeu - Paris - Maio 2009 - Day 1

Foto: À l'Opéra au Palais Garnier
(Paris, 2009) Miguel Miranda

2.6.09

Circuito Europeu - Paris - Maio 2009 - Day 1

Foto: Um olhar sobre o Louvre
(Paris, 2009) Miguel Miranda

Circuito Europeu - Paris - Maio 2009 - Day 1

Foto: Arco do Triunfo
(Paris, 2009) Miguel Miranda

Circuito Europeu - Paris - Maio 2009 - Day 1

Foto: Guerreiro no Louvre
(Paris, 2009) Miguel Miranda

10.1.09

À procura de São Marcos

Foto: À procura de São Marcos
(Veneza, 2007) Miguel Miranda


5.1.09

Três

Foto: À procura da Simetria
(Batalha, 2009) Miguel Miranda


Foto: À procura de Luz
(Alcobaça, 2009) Miguel Miranda

Foto: À procura de Malhoa
(
Caldas da Rainha, 2009) Miguel Miranda

4.1.09

Janelas de Janeiro (2009) Miguel Miranda

Foto: Janela Convento da Ordem de Cristo no Castelo Templário
(Tomar, 2009) Miguel Miranda


Foto: Detalhe Janela Convento de Santa Maria da Vitória
(Mosteiro da Batalha, 2009) Miguel Miranda

Foto: Janela Convento de Santa Maria da Vitória
(Mosteiro da Batalha, 2009) Miguel Miranda



Foto: Janela Mosteiro de Alcobaça
(Alcobaça, 2009) Miguel Miranda


Foto: Janela IV
(Óbidos, 2009) Miguel Miranda


Foto: Janela III
(Óbidos, 2009) Miguel Miranda


Foto: Janela II
(Óbidos, 2009) Miguel Miranda
Foto: Janela I
(Óbidos, 2009) Miguel Miranda
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31.12.08

Um 2009 cheio de POESIA, PINTURA & PHOTOS !!!

"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."

Fernando António Nogueira Pessoa
(Lisboa, 13 de Junho de 1888 - 30 de Novembro de 1935)

30.12.08

Saudade 2

Foto: Ponte Vecchio (Firenze, 2007) Miguel Miranda

A porta do Inferno - Vestíbulo Rio Aqueronte - Caronte


Per me si va ne la città dolente,

per me si va ne l'etterno dolore,

per me si va tra la perduta gente.


Giustizia mosse il mio alto fattore:

fecemi la divina podestate,

la somma sapienza e 'l primo amore.



Dinanzi a me non fuor cose create

se non etterne, e io etterno duro.

Lasciate ogne speranza, voi ch'intrate

Dante Alighieri

(Florença, 29 de Maio de 1265 — Ravena, 13 ou 14 de Setembro de 1321)

Inferno, Canto III, 1-9

27.12.08

Saudade

Foto: Esplanada de "La Defense" (Paris, 2007) Miguel Miranda




Sou Eu

Sou eu, eu mesmo, tal qual resultei de tudo,
Espécie de acessório ou sobressalente próprio,
Arredores irregulares da minha emoção sincera,
Sou eu aqui em mim, sou eu.
Quanto fui, quanto não fui, tudo isso sou.
Quanto quis, quanto não quis, tudo isso me forma.
Quanto amei ou deixei de amar é a mesma saudade em mim.
E, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco inconseqüente,
Como de um sonho formado sobre realidades mistas,
De me ter deixado, a mim, num banco de carro elétrico,
Para ser encontrado pelo acaso de quem se lhe ir sentar em cima.
E, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco longínqua,
Como de um sonho que se quer lembrar na penumbra a que se acorda,
De haver melhor em mim do que eu.
Sim, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco dolorosa,
Como de um acordar sem sonhos para um dia de muitos credores,
De haver falhado tudo como tropeçar no capacho,
De haver embrulhado tudo como a mala sem as escovas,
De haver substituído qualquer coisa a mim algures na vida.
Baste! É a impressão um tanto ou quanto metafísica,
Como o sol pela última vez sobre a janela da casa a abandonar,
De que mais vale ser criança que querer compreender o mundo —
A impressão de pão com manteiga e brinquedos
De um grande sossego sem Jardins de Prosérpina,
De uma boa-vontade para com a vida encostada de testa à janela,
Num ver chover com som lá fora
E não as lágrimas mortas de custar a engolir.
Baste, sim baste! Sou eu mesmo, o trocado,
O emissário sem carta nem credenciais,
O palhaço sem riso, o bobo com o grande fato de outro,
A quem tinem as campainhas da cabeça
Como chocalhos pequenos de uma servidão em cima.
Sou eu mesmo, a charada sincopada
Que ninguém da roda decifra nos serões de província.
Sou eu mesmo, que remédio! ...

(Álvaro de Campos)